Deixa que o tempo...

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sábado, 27 de novembro de 2010

Deixa a vida me levar...

Podemos dizer realmente que minha vida nunca foi exatamente fácil. Meu pais se separaram quando eu nasci... Eu chorava toda sexta-feira quando tinha que ir pra casa do meu pai e todo domingo quando tinha que voltar pra casa da minha mãe. Sempre, em viradas de ano, quando cortava os bolos dos meus aniversários ou quando ganhava fitinhas de pedidos, eu pedia para que eles voltassem. Era criança, não sabia que isso não adiantaria. Eu tinha medo de que não se concretizasse... Ao final, não se concretizou. Eu sofri de tudo depois que cresci. Tudo, independente do que pense. Mesmo eu sendo criança, já tinha pensamentos de adultos por ser obrigada a isso... E se me entendem o que eu quero passar a vocês, vão perceber que... Que minha vida não era fácil desde os meus 11 anos de idade. Eu passei a morar com meu pai, porque... Com a minha mãe não havia mais como. Odiava o marido dela. Era normal e também era nojento. Quando vim pra casa do meu pai, tinha medo de deixar minha mãe sozinha pois... O marido dela batia nela. Eu acho que... Que me sentia totalmente na obrigação de ter 11 anos e proteger minha mãe. Eu realmente imaginava que era culpa minha tudo aquilo... Mas não era.
Passei a ser feliz com meu pai, e me apareceu algo que se chama ''Paixão'' ou ''Ilusão'' como quiseres. Sofri, sofri durante três isso e isso... Isso me marcou de um jeito que ninguém um dia vai conseguir tirar. Mais hoje... Bom, hoje eu não ligo mais. Conheci um anjo que me ajuda... Ainda sofro, não pela minha mãe, não pelo meu pai... Mais pela minha avó que me deixou antes de eu poder saber o que exatamente ela significava... Hoje eu sei que ela estará do meu lado sempre, a todo o momento. Hoje eu entendo o que é sofrer, o que é amar, o que é ilusão... E pretendo não cair em nenhuma armadilha. O que eu sei que terei de fazer... Infelizmente. Mais eu sei que me protegem.
Minha vida resumidamente foi isso. Boa? Não. Ruim? Muito. Mais hoje, hoje estou maravilhosamente bem. Apesar de ainda não ter minha mãe comigo.

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